sexta-feira, 18 de junho de 2010

Estou em meio aos carros. Meu rosto inchado de tanto chorar. Grito por uma explicação, as pessoas na rua me olham. Eu imploro que suas palavras parem de se repetir na minha cabeça, que você apareça correndo atrás de mim e me diga que não era nada disso. Sinto um vento forte passando por mim. Sem eu perceber, meu corpo corre para longe daquelas pessoas. Chego em casa, respiro e fico só comigo, só assim poderia me acalmar. E então você vem. Aparece me pedindo desculpas. Diz todas as palavras que eu precisava ouvir. Arranjamos uma solução, como sempre. E você me surpreende. Meu coração bate forte e eu sei exatamente o que ele sente: amor, o mais puro e verdadeiro, amor. E eu me sinto inteira de novo.
Eu não possuo palavras para descrever meus sentimentos por você,
talvez seja como o oxigênio,
não vemos,
não tocamos e
não podemos pegar,
mas sentimos.
E é essencial para viver.
Talvez.

2 comentários:

Carolina P. disse...

Como sempre, amo seus textos...
É ruim se sentir assim, principalmente quando é culpa daquele que amamos, acho que consigo te entender muito bem, nesse sentido. Fico feliz que tudo esteja bem denovo.
beijo

david santos disse...

Excelente!
Contudo, temos que repartir as culpas, nem sempre é aquele que amamos o principal culpado. Nós, ainda que não queiramos admitir, também fazemos parte de muita cumpa.
Abraços.